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26/02

Tentativas de fraude no e-commerce brasileiro caem 27,3% em 2018

Levantamento da Konduto analisou mais de 120 milhões de transações realizadas no ano passado e mostrou o horário das tentativas de fraude

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O número de tentativas de fraude contra e-commerces caiu em 2018. Segundo a Konduto, empresa de antifraude para pagamentos online, houve uma queda de 27,3% nas tentativas no ano passado. Dados do relatório divulgado mostram levaram em consideração mais de 120 milhões de transações realizadas no ano passado – segundo a Ebit/Nielsen, foram 123 milhões de pedidos em lojas virtuais brasileiras em 2018.

E-commerce cresce 12% em 2018, diz Ebit/Nielsen

De acordo com a Konduto, o índice de tentativas de compra fraudulentas no e-commerce brasileiro foi de 2,20%, o que representa uma redução em comparação à taxa de 3,03% registrada em 2017. Este percentual é composto basicamente por pagamentos com cartões de crédito clonados e representa apenas a tentativa, e não o índice de fraude efetivo. A maioria das investidas é bloqueada por sistemas de análise de risco ou pela própria loja virtual.

“Dizer que o índice de tentativas caiu não significa a fraude tenha diminuído – muito pelo contrário. O comércio eletrônico e o mercado de pagamentos digitais estão crescendo muito no Brasil ano após anos, então acreditamos que a diminuição desta taxa representa uma ‘diluição’ da atividade criminosa em meio a tantas transações legítimas”, explica Tom Canabarro, co-fundador da Konduto.

Hábitos dos estelionatários 

O relatório mostra que a maioria (35%) das tentativas de fraude acontece entre 12h e 18h, o que desmistifica a crença de que o auge das compras de origem criminosa ocorre durante a madrugada. Apenas 14% as ações acontecem entre 00h e 06h, segundo a Konduto.

Mesmo entre profissionais experientes do e-commerce, ainda há uma crença infundada de que o criminoso é aquela pessoa que fica trancada em um quarto escuro realizando compras na calada da noite utilizando supercomputadores. Esses estelionatários agem em horários bastante comuns, utilizando máquinas simples”, diz Canabarro.


Fonte: VarejoNews/ Leonardo Guimarães