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Histórico

17° Integramoda RS

17° Integramoda RS

17º Integramoda RS revela tendências Primavera Verão 2015 2016

O público que esteve no 17º Integramoda RS no dia 25 de fevereiro, no auditório da CIC Caxias (Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul), formado por empresários da indústria têxtil e de confecção, estudantes de Design e Moda e Estilo, designers e profissionais da moda conheceu antecipadamente as tendências para Primavera Verão 2015 e 2016 para confecção e malharia e acompanhou as inspirações para o Inverno 2016.
Na solenidade de abertura, a presidente do APL Pólo de Moda, Gilda De Ross, destacou a importância de reunir os empresários e os profissionais criativos em um evento como o Integramoda: “A indústria têxtil é um setor maduro influenciado pelo contexto econômico mundial e precisa estar atualizada sempre”, afirmou. O representante do Sebrae/RS, Paulo César Bruscatto, destacou que o “impulso” é o tema mais adequado para retratar o momento atual e recomendou que as tendências mostradas nos eventos devem comungar com o que precisa ser feito nas empresas: “Há muita informação criativa e de moda que pode ser colocada em prática nas indústrias. Reafirmo o compromisso do Sebrae/RS em estar junto com essa iniciativa”, ressaltou.

Projeto Economia Criativa

O designer Walter Rodrigues, coordenador do núcleo de Design da Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), apresentou o Projeto Economia Criativa, em parceria com o Instituto By Brasil e a Assintecal. 
A Mostra Economia Criativa é uma nova metodologia de desenvolvimento de produtos, que valoriza a identidade local e da empresa, trazendo diferenciação e valor, contribuindo para estimular a competitividade entre as Micro e Pequenas Empresas do Estado do Rio Grande do Sul.  O estilista Walter Rodrigues, coordenador do núcleo de Design da Assintecal, juntamente, com os consultores Vinícius Prado, Eugênia Castellanos, Joana Dalla Roza, Thaís Saueressig e Heloisa Travi, desenvolveu a ideia que contou com a participação de 12 empresas, entre elas, indústrias de componentes para calçados, fabricantes de calçados, confecção e bolsas do Rio Grande do Sul. É uma iniciativa do Sebrae/RS em parceria com o Instituto By Brasil e a Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal). Com o projeto, as empresas são instigadas a criar alternativas diferentes, fortalecendo a força criativa das marcas, contando a história com um novo enfoque: “Para mim, o significado do projeto foi ver de uma forma muito clara o quanto foi importante para as empresas injetar um novo olhar: enxergando o melhor do vizinho para trazer para o produto“, pontuou o designer. Walter mostrou as particularidades de cada um dos projetos relatando a riqueza da experiência que a troca de conhecimentos e a experimentação propiciaram às empresas participantes. Além disso, convidou os empresários presentes a fazer parte do projeto. Os painéis foram dispostos no saguão do evento e os participantes puderam conhecer o resultado do trabalho feito no projeto.
 
Fórum de Inspirações 

No Fórum de Inspirações Assintecal, Walter Rodrigues trouxe o tema “Ostentação”. O designer lembrou que planejamento e estratégia são a base da inovação. No verão passado, o tema “Fronteiras” era trazido, juntamente, com a ideia de pertencimento. A ostentação está ligada às imagens de selfies, que se referem à exposição nesses tempos líquidos que influenciam uma coleção. “Pensa-se como  ostentar o brilho, a casta, mas também o conteúdo para encantar as pessoas no futuro”, disse. O artesanato, segundo ele, inspira a vivência do coletivo: desconstruir para construir novamente. As referências brasileiras foram baseadas no trabalho artesanal feito na Paraíba com o couro. Destaca-se a simplicidade calcada na beleza da matéria-prima com cores naturais e peles com aparências rústicas. A madeira também aparece. O dourado, animal print e as texturas, com estamparia e pontos, é muito forte. A tonalidade do vermelho e o lado retrô chamam atenção. A cor turquesa também aparece combinada com pink. Na moda masculina, o pink e o vermelho vão explodir no mercado. 
No conceito “Deslocamento”, a busca por transpor barreiras simbolizam a adrenalina e a superação de limites. A pigmentação com a estrutura da rocha enriquece com a porosidade que deve inspirar as texturas nas roupas. O toque é muito importante neste momento com o estímulo ao saber fazer uma nova modelagem, com camadas. A corda vai estar nas estampas, com a ideia de origem no tingimento dos tecidos com o índigo e possibilidades de tingimentos, que cria a imagem do homem nômade. Roupas utilitárias que favorecem o conforto aparecem. A ideia de genero está sendo rompida. O mais interessante é que o unissex pode ser retomado, com uma nova silhoueta feminina. O artesanal aparece nas fibras, nas tramas e no tricô com fios que se soltam e com texturas com emaranhados em cores e desenhos.
 A suavidade influencia todo o mercado, revelada pela chuva e os pespontos somados a detalhes que reflitam luz ou gotas se esparrramando em uma superficie. Manchas aquareladas, aspectos vítreos estão em todos os lugares. Aparecem em descoloração do Jeans Wear com uma ideia de autenticidade, fazendo o consumidor participar da ideia. O contorno mais definido se funde com fragilidade no toque dos tecidos em desenhos pequenos com traços fortes e suaves. A natureza vem dos rendados inspirados em árvores. Transferir flores naturais para um tecido transforma a estampa em uma ideia unica, que pode aparecer em infinitas possibilidades. Tye-dye sofisticado também merece ser aplicado. Massala é a cor do ano e aparece nas coleções. A borboleta aparece em desfiles e se torna um animal print muito forte, Como é inverno, o animal print é reinventado sobre os desenhos das borboletas. Aposta em combinaçoes fortes de cores, nos tons escuros com o massala.

Fórum Confecção

As tendências para as estações Primavera Verão 2015 2016 foram apresentadas no evento. O Fórum Confecção foi conduzido pelo professor carioca Flávio Sabrá, doutorando do Doutorado em Design pela PUC/Rio – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Atualmente, Flávio é gerente da GIEP – Gerência de Inovação, Estudos e Pesquisas do SENAI CETIQT e gestor da REDE SENAI Têxtil e Confecção. Pesquisador nas áreas de Inovação, Tecnologia, Design e Moda e nas relações entre Antropometria, Prospecção Tecnológica e Mercadológica, Cor, Design, Sustentabilidade, Economia Criativa, Comportamento e Consumo. Gemas, joias, bijouterias, calçados e artefatos formam a cadeia que mais empregam no país. O trabalho é em conjunto com a Assintecal. O foco é trabalhar com projetos locais sem deixar de lado o global com a preocupação com a produção e também com a distribuição. O trabalho é desenvolvido em 25 estados, do Acre ao Rio Grande do Sul. O tema é experiências com o mote da alimentação. Para montar um cardápio são pensadas as cores e esses elementos devem estar presentes. Modelagem é fundamental para a concepção do projeto para conhecer o corpo. A cozinha como um laboratório é um somatório, da mesma forma como é pensada uma roupa: a modelagem é a alma da peça. A soma do molde mais o tecido e a cartela de cores se transformam em uma boa venda. 
Na temática “Temperos”, a transformação depende do cultivo. Exemplos da artesania da construção do objeto. Os efeitos bucólicos e refinados têm a tecnologia têxtil desenvolvida em uma produção industrial de grande escala. A referência estética influencia na venda do produto para que se saiba qual é o grau de assertividade. Branco e preto estão presentes, influenciados pela temporalidade. Aparecem os vermelhos, azuis, melancia, laranjas, com a força da estamparia. No preparo, misturas de culturas, técnicas e tradições estão em evidência. A reserva se refere aos valores locais na construção do trabalho com interferências culturais e trabalhos artesanais. A economia do vestuário é a terceira mais importante do país. 
A segunda estética é “Comer com os olhos”, como quando o consumidor vê um sapato e quer comprar. A desmaterialização estética privilegia a mudança de estado das peças com o foco da sustentabilidade. Trata-se também da durabilidade de uma peça. Desmaterialização”, efeitos diferenciados. Em “Mutações”, há a valorização dos erros, como caleidoscopios e misturas criativas, de opostos, como brutos e delicados. Na quimica do gosto, o tingimento influencia na plasticidade para seduzir a atenção nas vitrines com aspectos de gelatinoso e com fluidez.
No Projeto Verão, está o sabor “Saúde”, com leveza, consciência em relação às questões sócioambientais, transparências, crocâncias e elementos naturais. No “Doce Balanço”, a água é protagonista e traz renovação em uma atitude aberta. A atmosfera vintage aparece nos uniformes. No “Delírio Pop”, os alimentos como sorvetes e sucos influenciam com elementos de brincadeira. O trabalho com o Jeans e a força da reciclagem são inspiradas pela sustentabilidade, que impacta na redução de resíduos, reutilização e reciclagem: o ecochique. 

Fórum Malharia

O Comitê de Estilo Fitemasul antecipou as tendências no Fórum Malharia, apresentado por Rosana Reginatto, Haidi da Silveira e Cecilia Seibel. As transições de estado da água como inspiração se referem ao tema “Autenticidade”. As mutações se revelam em aspecto, cor, forma, volume e consistência. Há um processo de sedimentação de materiais, com relevos, protuberâncias, efeitos de espuma, vapor, proliferação, formação calcária e mineral, estalagmites e estalactites. Nas cores, o aspecto iridescente, reflexos com toque changeant e salpicos de luz. Uma explosão de formas, cheias de ar e água, inspiram tecidos estruturados e escorregadios, com tratamento de brilho, efeitos molhados, plastificados nas cores geladas, azul gelado, sal, flúor e vapor. O mundo submarino reina, influenciando as texturas, acabamentos e tratamentos de superfícies, trazendo Efeitos 3D, táctil, com ondulados naturais ou arquitetados: é o futurismo nas formas. 
No masculino, há mais texturas com transparências e peças despojadas em fios tecnológicos. As golas polo ficam menores, bem como o decote em v. Há inserções de destroyer e tecido tecnológico, com texturas, listras e aplicações de couro ecológico. Em inovações, a malha é mais leve com texturas de fios. No infantil, o espírito náutico é a inspiração com texturas que lembram ondas e o fundo do mar em fios transparentes.A forma mais importante é a trapézio. A mistura de frente de tecido e costas de tricô aparecem com detalhes de conchas e lantejoulas. Corais, âncoras, águas-vivas surgem em apliques. A textura é o principal destaque no feminino em forma transparente e aerada com a estrutura e leveza que vêm do mar. O brilho é importante no aspecto iridescente com resgate ao furta-cor. A aplicação de resina dá aspecto de plastificado. O trapézio é longilíneo com caimento e ajustado ao corpo com brilho acetinado. As blusas justinhas no corpo com pontos canelados e vão retornar no tricô. A fluidez ainda se mantém com decotes v e tomara que caia. A mistura de opaco e brilhante se destaca.
O “Frescor” nos remete para o verde da grama molhada e da superfície da água no contato da pele desnuda com a natureza: simples, leve, elegante, confortável, com formas delicadas. Matérias-primas como algodão e voal, lycra colorida, lustrosa e plastificada, aparecem com toque festivo, à moda “lifestyle” com destaque à arte e ao esporte. Nas cores, tons de frutas, vegetais, coquetéis e picolés. Em estampas, aparecem “kitsch” e “fizzy pop”.
No masculino, aparece em cores claras e mistura de cores, listras, transparências, golas redondas e comprimento maior afastado do corpo. Para as crianças, o tema é lúdico (das cores, das flores e frutas) e também nas estampas. Formas retangulares, acinturadas e quadradas aparecem. Aplicações de tules e barrados com bordados aparecem em 3D. Para meninos, intársias. No universo feminino da delicadeza aparece com tons corais e verdes. Influência de flores, frutas e legumes. Há texturas em 3D com forma ajustada ao corpo ou afastadas com fluidez, contornando a silhueta. Tonalidades entre neutros e vibrantes nos vestidos e aplicações em pedras, flores.
Funcional-chic, o tema “Energia” contém uma contida paleta de cores adicionada a uma súbita explosão de vivacidade, que faz um mix de transparências com tecidos fluidos ou compactos, como Neoprene e transparências. A energia da cidade é influenciada pela onda esporte e Streetwear.  Minimalista, sugere linhas limpas. Sombras ácidas e cores fúcsia, lilás, azul, amarelo, violeta e mercúrio estão na paleta do tema.
O esporte vai para a rua no masculino e os cangurus surgem para o público jovem. Detalhes de acabamentos para fazer peças diferenciadas, ressaltando o conforto com tecnologia de fios e toques naturais. As estampas e texturas trazem o marinheiro com corrosão. O jogo da luz com listras dá movimento. Jaquetas com zíper e decotes canoa para o masculino se destacam. O infantil nesse tema é mais urbano com aplicações de hotstamp, pedrinhas, pérolas e tecidos transparentes. Para meninos, os coletes podem ser listrados e os blusões têm aplicações. Para a mulher, uma roupa prática com pontos com estruturas geométricas que remetem à arquitetura. As blusas vão ter decotes em v e acabamentos em zíper com listras. Vestidos com listras em referência a esportes como tênis e recortes arquitetônicos.
“Identidade” exprime o retorno ao berço da humanidade em uma variedade de culturas que ressalta a necessidade de preservar as diferenças que nos fazem verdadeiramente únicos, declarando a liberdade de estilo sem fronteiras geográficas ou mentais. A forte influência na África com o Safári-chic, couture e tribal (corroídos e puídos), faz escala na Ásia (riqueza de dourados e cobres). Há uma mistura de culturas  e inspirações no jet-set extravagante dos anos 70, Boho-chic, Rio-arte(geometria dinâmica), mata Atlântica, tropical dark, maxi florais e folhagens, intenso, luxuoso. Materiais reciclados aplicados, bordados. O ponto-chave é a liberdade de estilo sem fronteiras geográficas ou mentais.
No masculino, aparecem o tye-dye, as onças e a cor em estampas étnicas, com detalhes de brincadeira. As camisas polo aparecem com composê de texturas. O jackard e a intársia estão presentes. As texturas são usada em losangos, estampas de animais e com diferencial de cor para as golas. O preto e branco mudam de textura e se mantêm. Como inovações, o uso de zíper e aberturas. A inspiração tribal está presente no vestuário infantil com fios lustrosos e rústicos. Estampas de animais, frutas e flores são maxi. Para meninos, sublimação, intársias e étnicos. Países orientais, África e Brasil são fortes no feminino. Pantalonas com misturas de frio e vazados com lembrança de macramê. Linhas orgânicas cooperam para valorizar os contornos. As formas amplas evoluem para o verão. O tema pode ser sofisticado com os rendados, que é o étnico como objeto de desejo. Nas blusas, as regatas de tricô, os decotes redondos e as misturas de materiais surgem como tendência. Os detalhes e apliques formam um simples sofisticado.
 
Mostra Economia Criativa

Durante o evento, os participantes puderam conferir a Mostra dos Produtos Economia Criativa, uma nova metodologia de desenvolvimento de produtos, que valoriza a identidade local e da empresa, mas trazendo diferenciação e valor, contribuindo para estimular a competitividade entre as Micro e Pequenas Empresas do Estado do Rio Grande do Sul.

O APL Pólo de Moda é o realizador do evento, juntamente, com o  Fitemasul, do Senai/Fiergs e UCS, com o apoio do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, atraves da AGDI Agência Gaúcha de desenvolvimento e promoção do investimento, Prefeitura de Caxias do Sul, através da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Emprego, da Assintecal,  Fios Amparo e D’Graf. Os patrocinadores são Banrisul e Sebrae/RS. A organização do evento é da Interface Eventos.

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